Novo Blog
Caros, publiquei mensagens aqui durante um ano. E há alguns meses que estou de casa nova. Vocês podem conferir em www.feiticodeaquila.blogspot.com .

Aguardo sua visita.

MUDEI DE ENDEREÇO
Amigos Leitores, Visitantes e Participantes deste blog. Eu mudei de endereço e queria convidá-los a me visitar em minha nova casa, onde tem um conto esperando por vocês. A nova casa fica no http://feiticodeaquila.blogspot.com . Só pra dar o gostinho e incentivá-los a ir até lá vou publicar aqui o ínicio de um conto que está na íntegra por lá.

J.M.Laranjeiras e o Caso das Pessoas sem Destino

Por Cosme Velho*

PRÓLOGO

Seu destino depende diretamente de suas escolhas. O livre arbítrio é o que garante a cada um dos seres humanos racionais um mínimo controle do destino. Mas o que é o destino? Se é apenas um ponto final, por que a pressa de chegar lá? E quanto as escolhas? Será que são feitas sempre pela própria pessoa? Não há controle algum, apenas a pressa de saber o final do filme, que nem sempre é tão simples quanto parece.

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Saiu de casa sem prestar muita atenção. A noite havia sido agitada, a culpa martelava sua cabeça e, por isso, não pôde dormir mais do que duas horas seguidas. Ao sair do elevador, dirigiu-se mecanicamente para a porta, sem perceber que era vigiado. Uma vez na rua, foi até o ponto de táxi, onde o Santana Amarelo de Barbosa reluzia solitário. Barbosa devia estar no Bracarense, barzinho tradicional do Leblon, que durante a semana era freqüentado pelos locais. Não teve tempo de decidir se esperava por ele ou ia chamá-lo. Ouviu dois estampidos fortes e reparou que sua camisa estava empapada de sangue. Perdeu a consciência antes de sentir o corpo gelar e morrer, ali mesmo, em cima da calçada.

1.

O delegado Romeu Martins da 14o. DP já conduzira investigações mais complicadas, mas a morte do Dr. Aquiles o perturbava. Afinal tratava-se de um médico legista respeitado na polícia. Havia participado da elucidação de inúmeros casos a partir do corpo das vítimas. Pelo que sabia era solteiro e morava sozinho no Leblon, onde sua principal atividade era freqüentar o Braca, nome do Bracarense para os íntimos. Não tinha inimigos conhecidos, aliás, não tinha grandes interesses fora o seu trabalho. Limitava-se ao choppinho e a conversa com os amigos de bar. De resto, era recluso, solitário e parecia feliz assim.
Sobre Funcionários Mau-Humorados
Esta semana voltando de viagem, me dirigi até os caixas do estacionamento do Aeroporto de Congonhas. Qual não foi minha surpresa ao constatar que as mau-humoradas atendentes estavam do lado de fora dos guichês, perfiladas ao lado de máquinas de auto atendimento, que conforme relato das próprias: - Dá troco para notas de 100 reais, não pergunta se você tem 1 real trocado e ainda emite recibo. Além disso, é claro, existirão várias máquinas, impedindo assim a formação de filas.

Quando, após pagar o estacionamento, peguei meu carro e fui para casa fiquei pensando no triste destino dos ascensoristas, que talvez por não serem tão organizados quanto os frentistas tiveram seu cargo eliminado do mapa. Eu que fui caixa de Banco, também não posso deixar de pensar que nas agências cheias de gente tinham vagas para muitos funcionários. Hoje os Bancos são cidades fantasmas cheias de máquinas, que mantém o cliente no hall de entrada.

Não, nada contra a automação, a tecnologia, o progresso. Afinal sem ele eu, pobre desconhecido, não poderia ter meu blog lido por vocês, só para dar um exemplo. Mas o fato que me faz pensar e deixar a polêmica no ar é se num país como o nosso, onde o sub-emprego existe porque o contingente de pessoas sem formação é gigante; onde R$500,00 por mês é a fortuna, o bilhete de loteria de muitas famílias, onde o coronelismo ainda impera, onde a educação média ainda é abaixo da média. Será que num país como esse dá para abrir mão destes postos de trabalho? Trabalho é dignidade, não importa qual seja o trabalho. Sim, as atendentes de caixa do Aeroporto são extremamente mau-humoradas. Mas na minha querida Itália, o mau humor dos Ascolanos é tratado como fato pitoresco. Enfim, me pergunto, será que o Brasil pode abrir mão de emprego? Será que pode-se dar ao luxo de ter robôs como no Japão? Será que pode transferir o trabalho para máquinas e softwares produzidos fora e por menos pessoas?

A Vez dos sem Cartão
Na sociedade atual, principalmente em Sampa, há uma tendência de se valorizar as pessoas pelos cargos que ocupam, pela posição na sociedade, pelo grau de exposição pública, enfim por status. Outro dia, porém, minha esposa me chamou a atenção para o poder que algumas pessoas, que não tem cargos importantes nem rostos conhecidos passaram a ter.

Antes de explicar, eu pergunto: Se você tiver um problema com a Companhia Telefônica hoje, quem é a pessoa que te ajudaria mais rápido, se você a conhecesse?

a) O Presidente
b) Um Vice Presidente qualquer
c) Um Diretor
d) Um Gerente Executivo
e) Nenhuma das Respostas Acima



Eu tenho a nítida sensação que a resposta correta é a letra E. Hoje o pessoal do telemarketing, certamente, seria o menor caminho entre a solução e você. Na verdade eles hoje são as pessoas de contato e decisão de encaminhamento dos problemas. E se eles sabem exatamente quem é você, você não faz idéia de quem está falando do outro lado. Mais do que isso, você provavelmente será atendido por pessoas diferentes a cada chamado que fizer.

A pergunta é o quanto estas pessoas estão preparadas para a carga de stress da função? Como são treinados estes funcionários que sabem quanto você tem no Banco, qual é a sua despesa mensal no cartão ou tem acesso a informações privadas como, por exemplo, se você assina o canal a la carte erótico de sua operadora de cabo? Qual o real sigilo dessas informações? Como confiar nas pessoas que não tem cara e não tem sobrenome?

Acho que as empresas ainda precisam evoluir muito para deixar os clientes confortáveis com esse tipo de interface. Se isso não ocorrer a migração para processos automatizados como a Internet se acelerá.Isso aliás será tema do próximo Blog.
Coincidências Literárias
Ia e vinha todo dia pelo mesmo trajeto. O trecho mais longo era o de metrô, que pegava todo dia da estação Jabaquara até o Paraíso para completar a viagem a pé até a esquina da Paulista com a Brigadeiro. Entretanto, desde que se cadastrara no programa Embarque na Leitura não viajava mais sozinha. Agora, estava sempre as voltas com um conto, um romance, uma história diferente e sedutora que a deixavam com a impressão que sua viagem sempre durava pouco.

Um dia sentiu um suspiro bem na nuca. Após a primeira sensação de susto, virou-se para dar aquela olhada "não faça mais isso". O sujeito, meio constrangido, falou que sempre ficava assim ao lembrar da história que ela estava lendo. Começaram ali um bom papo, que terminou sem maiores compromissos.

Na semana seguinte se encontraram de novo. Ela estava com um livro novo de poesias; o autor era o mesmo. Ele reparou e perguntou se ela já havia lido outros livros daquele autor. Diante da resposta positiva, ele se empolgou e a convidou para um choppinho no fim da tarde. Ali, perto da estação, assim voltariam juntos para casa e poderiam passar na biblioteca do Metrô Paraíso.

A tarde caiu e ele já estava desistindo dela, quando a viu chegar apressada. Desculpou-se pelo atraso e se sentou. A conversa foi informal, até que começaram a falar de literatura e poesia. O sonho dela era ser escritora e já havia até rascunhado umas histórias. Lá pelas tantas, após falarem das agruras de ser um erudito no Brasil, ela perguntou o que ele fazia para viver. Como acontece nos filmes, a música subiu, close no rosto dele, alternando com o dela e ele lhe disse que era o autor dos livros que ela tanto gostava.

Escrevi inspirado numa matéria que li hoje na Folha sobre o projeto Embarcando na Leitura, iniciativa do Metrô de São Paulo e do IBL - Instituto Brasil Leitor, com o patrocínio da USIMINAS e da COSIPA. Fiquei encantado com a idéia. Estimular a leitura é um excelente modo de tornar o Brasil um País melhor.
Milagre
O zunido ficou muito alto, em certo ponto parecia tão alto que não dava nem para ouvir. O movimento horizontal das poltronas e errôneo da cabeça dos passageiros a minha frente denotavam claramente que a situação não estava sob controle. - Meu Deus, por quê?

Aquela manhã não tinha sido uma típica manhã. Quando eu saí logo cedo estava irritado, nervoso sem motivo aparente. O fato é que sem cumprimentar ninguém, apenas rosnando para quem aparecesse na frente eu segui rápido para o aeroporto. Já na fila do check in me desentendi com um funcionário que, para variar, não sabia explicar os motivos do atraso. Intolerante e sem muito raciocínio esbravejei até obter meu cartão de embarque e me dirigir ao portão. Noventa minutos depois eu estava confortável na minha poltrona de número 25, última fileira, no meio. Foi quando o pensamento me veio a cabeça pela primeira vez.

"Merda, que dia de merda, era melhor esse avião cair e acabar logo com isso."

Profético, milagroso ao contrário? Não sei, mas nos poucos segundos que me restavam até a batida no chão comecei a pensar se o meu desejo não estava sendo atendido porque eu pedira realmente com força e fé. Na verdade, refleti e cheguei a conclusão - que infelizmente seria impossível de dividir com a raça humana - de que a fé remove montanhas e de que existe algo além do terreno. Não, não era uma mera coicidência, era mais que isso. Era o Divino, o Todo Poderoso mostrando sua força e me dando razão para viver. Me chamando a repensar uma existência infeliz e perturbada pela ignorância do que é ser feliz. Afinal, o que realmente eu queria para minha vida? Qual é a razão para tudo isso? Nossa, de repente tantas perguntas surgiram e uma vontade enorme de viver para respondê-las tomou conta de minha alma.

A turbulência da queda vertiginosa continuava violenta. Algumas cadeiras a minha frente já voavam, corpos presos a elas se debatiam nas paredes firmes da aeronave. Pessoas rezando, crianças chorando e homens e mulheres gritando compunham uma cena aterrorizante. Caminhávamos sem obstáculos para o nosso destino final.

Quando eu era criança, adorava ir a Congonhas com meus pais. A mágica dos aviões subindo e descendo me fascinava e eu me imaginava um piloto. As manhãs de domingo eram especiais e esperadas durante toda a semana. Admito que as vezes torcia para presenciar a queda de um avião. Seria algo emocionante sem dúvida. É impressionante como o ser humano se satisfaz ao ver a desgraça alheia. Quando a desgraça ocorre com alguém famoso então é fantástico. A repercussão é maior e as pessoas se envolvem das mais diversas formas. Quando é um conhecido também agrada. Outro dia um amigo de trabalho foi notícia de jornal. Da página de escandâlos políticos. Foi um alvoroço no escritório, todos comentando. Histórias até então inimagináveis surgiram. Intimidades ocultas vieram á tona. O lado cômico é que quando o mesmo personagem era capa de revistas de negócios ou alvo de matérias elogiosas, a reação era de uma quase indiferença; o ser humano é bossal!

Explodiu. Uma das turbinas explodiu e o calor dentro do avião foi sentido imediatamente. Sorte que poucos segundos depois chegamos ao solo e morremos esmagados. Muito melhor do que morrer queimados.
Imprecisos
Poemas são versos que rimam e falam de mim, de ti, de nós e do mundo.
Caminhos são estradas que nos conduzem e nas quais nos encontramos e nos perdemos.
Eterno é o que dura para sempre.

Os POEMAS que li, são CAMINHOS ETERNOS que permitem que eu me compreenda melhor.
Os CAMINHOS que eu percorri advém dos POEMAS ETERNOS que eu li.
É ETERNA a busca pelo CAMINHO correto que eu aprendi ao ler meus POEMAS favoritos.
O que falava Dino Boy
- Oi. Oi, me dá uma opinião. Preciso de uma opinião abalizada. Preciso de uma opinião abalizada acerca dos fatos. Os fatos. Ora, que fatos? Os fatos ocorridos na noite de ontem. Aliás que noite fria, uma noite muito fria. Uma noite fria e úmida. Estranho isso. Estranho isso aqui em São Paulo. Isso torna os fatos de ontem ainda mais estranhos. Afinal foram fatos ocorridos numa noite fria. Numa noite fria e úmida. E fatos imprecisos. Fatos imprecisos e inconsistentes. Talvez o melhor fosse falar com um Sherlock. Com um Sherlock sim, e não com um Watson. Sim, me dá a impressão que falo com um Watson. Um Watson nada conclui. Um Watson apenas observa e nada conclui. Pior. Pior, talvez nos leve a conclusões. A conclusões equivocadas. A não ser que eu fosse um Sherlock. Mas, eu não sou um Sherlock. Se fosse. Se fosse um Sherlock não precisaria de sua opinião. Sua opinião abalizada, sem dúvida abalizada. Acerca dos fatos. Ora, que fatos? Os fatos ocorridos na noite de ontem. Aliás que noite fria, uma noite muito fria. Uma noite fria e úmida. Estranho isso.
Indecisão
Acordou e não sabia exatamente o que fazer ou para onde ir. Não era falta de opção. Na verdade, jamais tivera tantos caminhos disponíveis. Mas, talvez, isso o perturbasse; preferia ter apenas uma rota, e quiçá que não fosse determinada por ele, mas imposta por alguma força externa. Pensou que teria que sentar e pesar os prós e contras de todas as ofertas e entender o que seria mais proveitoso. Enquanto isso não faria nada. Apenas ficaria sentado.

Muitas vezes tenho a sensação que o mundo nos oferece cada vez mais opções. Comparado ao que os nossos irmãos de séculos passados tinham, a sensação é que o planeta poderia ter ganho umas 12 horas por dia e, ainda assim, teríamos problemas para aproveitar tudo. O que acontece é que muitos de nós acabam parando justamente por isso. Uma reação natural a quem não sabe por onde começar e, sempre fica tentado a reavaliar se pegou o caminho correto.

Minha sugestão é não planejar muito, não pensar tanto para trás e nem medir tanto as consequencias. Acho que o momento é agora e se você ficar sentado sem rumo, corre o risco de ver passar a vida sem pegadas no caminho.
Geniais Filósofos
Se você está deprimido, confuso, feliz, reflexivo, em extâse ou em qualquer outro estado que não o de equilíbrio total, leia os grandes filósofos. Certamente você vai descobrir muitas coisas interessantes e pensar em como o nosso dia a dia talvez não tenha mudado tanto, até porque a natureza humana segue a mesma de séculos atrás.

Espinoza, Nietzsche e Schopenhauer são excelentes leituras e te farão descobrir que o melhor momento do mundo é o agora e que a melhor vida que pode ser vivida é aquela que nós gostaríamos de viver para todo o sempre. Entretanto, começar pelos gregos Sócrates, Platão e Aristóteles te dará a dimensão que milênios se passaram e nós ainda nos defrontamos com as mesmas questões. Que o melhor jeito de enfrentar a vida é compreender e aceitar a morte.

Enfim, passei um fim de semana mergulhado nos filósofos e queria, apenas, dividir com todos os que passam por aqui a maravilha de ler estes textos. Se você ainda não experimentou por achá-los por demais eruditos, vá em frente. É mais fácil do que parece, porque é sobre você e eu que eles falam. Vá em frente e experimente, tenho certeza que você não vai se arrepender.
Pequenas Coisas
Esse texto muito interessante me foi enviado pela Erika Silvany, uma sensível colaboradora profissional e grande amiga.

Um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal: Estes
quatro elementos fazem parte de uma das melhores histórias sobre
atendimento que conhecemos.

Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu
procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos,
avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia.

Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz
suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente:
"- Bem-vindo ao Venetia!"

Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava
confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os
procedimentos: tudo muito rápido e prático.

No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma
lareira, um fósforo apropriado em posição perfeitamente alinhada sobre a
lareira, para ser riscado. Era demais! Aquele homem que queria um quarto
apenas para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte.

Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no
momento do registro). A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que
tinha experimentado, naquele local, até então. Assinou a conta e
retornou para o quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da
lareira.

Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois
havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama estava preparada, os
travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um. Que noite
agradável aquela!

Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar, vindo do
banheiro. Saiu da cama para investigar. Simplesmente uma cafeteira
ligada por um timer automático, estava preparando o seu café e, junto um
cartão que dizia: "Sua marca predileta de café. Bom apetite!" Era mesmo!
Como eles podiam saber desse detalhe?

De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual a sua marca preferida
de café.

Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal.
"Mas, como pode?! É o meu jornal! Como eles adivinharam?"

Mais uma vez, lembrou-se de quando se registrou: a recepcionista havia
perguntado qual jornal ele preferia.

O cliente deixou o hotel encantando. Feliz pela sorte de ter ficado num
lugar tão acolhedor. Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial?

Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um
jornal.

Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje.

Milhões são gastos em planos mirabolantes de marketing e, no entanto, o
cliente está cada vez mais insatisfeito, mais desconfiado. Mudamos o
layout das lojas, pintamos as prateleiras, trocamos as embalagens, mas
esquecemos-nos das pessoas.

O valor das pequenas coisas conta, e muito. A valorização do
relacionamento com o cliente. Fazer com que ele perceba que é um
parceiro importante!
O Brasil e o Futuro
Estive ontem na cidade onde as coisas acontecem: Brasília. Ontem, no dia do depoimento do Zé, o mundo não parou por lá. Bom sinal, sinal de que alguns setores tem maturidade, planos e uma agenda séria para cumprir. Fui a um evento de desenvolvimento empresarial promovido pelo IEL - CNI em parceria com o INSEAD. Palestras excelentes para um público pequeno, mas qualificado.

Nos números mostrados acerca de desenvolvimento econômico e tecnológico, a certeza de que ainda precisamos fazer muito para ter destaque no cenário mundial. Concluí-se rapidamente que centros de excelência, apesar de serem iniciativas louváveis, não fazem o verão sozinhos. Aliás, o Brasil tem ilhas e não centros de excelência e isso atrapalha na hora de disseminar a informação.

Precisamos entender que a força de países como a China está na escala. E nós, só teremos escala se juntarmos á São Paulo, Rio e Brasília, todos os municípios das cinco regiões. Quando isso acontecer, talvez deixemos de ser o país do Futuro.
Mundo Estranho
Computadores, máquinas, guindastes, máquinas, ipods, máquinas, tratores, máquinas, celulares, máquinas. Mundo estranho esse. E as pessoas onde estão? Acho que todos se foram. Mas para onde? Só vejo máquinas, nada mais. Não sinto calor nem frio. E eu não sinto a água da chuva. Mas você também...Você e eu...MÁQUINAS.
Velhas Amizades

Quando meu pai me disse que os amigos de verdade a gente conseguia contar nos dedos de uma mão apenas, eu me revoltei. Não acreditei e, imediatamente, rebati contando de forma quase esnobe a quantidade de amigos que tinha e mostrando que nem ambas as mãos somadas aos meus pés teriam dedos suficientes para dar conta do meu portifólio de amigos.

Eu não tinha mais de 10 anos naquela ocasião e, hoje, mais de duas décadas depois, não conto com meu pai ao meu lado para falar que ele tinha razão. O lado engraçado é que conto com meu melhor amigo, meu filho, para desabafar. E, ironicamente como só a vida pode ser, ele me vem com a mesma resposta, na verdade a minha antiga resposta.

Hoje eu encontrei por acaso uma dessas avis raras, que além de amigo antigo é amigo verdadeiro. É incrível a facilidade que tenho para falar dos meus problemas e me abrir para esse amigo. Certamente é por isso que eu o considero um amigo de verdade e decerto que nem eu, há mais de vinte anos, nem meu filho agora saberíamos que, ás vezes você precisa estar só e ás vezes é ótimo encontrar um amigo quando se está só.

Em Boa Companhia
Filme ótimo para quem está de férias. O velho e bom Dennis Quaid em boa forma, a charmosíssima Scarlett Johansson roubando a cena e uma trama simples que nos lembra a importância da experiência. Apesar de ser uma comédia sem grandes pretensões, tiramos algumas boas lições. Entre elas, a de que fica muito mais fácil fazer qualquer coisa quando realmente acredita-se no que se está fazendo.

Veja o filme, nem que seja só para passar o tempo. Confira em http://br.movies.yahoo.com/filme/12041 - Vale a pena.
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