No Avião
Recebo a notícia que tenho de viajar amanhã. Logo cedo, devo me dirigir ao aeroporto e embarcar no primeiro avião que puder rumo a minha cidade natal. O motivo, como de solito, são os negócios.
Apesar de muita gente não gostar de avião, eu devo admitir que sempre me sinto em paz quando estou lá em cima. Voando sozinho me sinto mais perto do desconhecido e de um ideário povoado por pessoas queridas que já se foram. O fato é que me sinto bem e relaxado. Há algum tempo deixei de pensar em trabalho nestas viagens, principalmente nas mais curtas. Prefiro ler, pensar na vida ou apenas fechar os olhos. É quase um momento de meditação.
O melhor da viagem aérea talvez seja a desconectividade que ela hoje nos impõe. Até o momento, lá em cima, é proibido celular, internet e outros tipos de comunicadores. Acho que é isso que contribui para meu processo de relaxamento pessoal. Pelo menos no avião sei que não chegarão ligações inesperadas, sei que terei tempo para pensar apenas no que quiser, sei que terei de deixar para resolver os problemas depois, terei que deixar o futuro para o futuro e sei que aquele tempo é só meu.
Contato Humano
Será que a nossa (nova) geração conseguirá lidar com outras pessoas ao vivo?
Os autores e suas cores II
Jorge Amado é azul da cor do mar, Josué Montello é azul ladrilho. Cada um conta da sua terra e nos faz ter vontade de caminhar por lá. A Bahia de J.A. é moleca, misteriosa e cheia de belos encantos. O Maranhão de J.M. é histórico e composto de personagens épicos. A Bahia, visitei pessoalmente, o Maranhão, sonhei através dos livros. Que bom deve ser passar a tarde lendo os romances Capitães de Areia e Os Velhos Marinheiros em Salvador. Ou esticar-se em uma rede e ler Os Tambores de São Luiz, Cais da Sagração e O Baile de Despedida, em São Luiz e Uma Noite Sobre Alcântara em Alcântara.