Ilustrando
A foto abaixo mostra o clima de romantismo que rola em Fontainebleau.
Ainda a França
Revelando as fotos e lembrando dos magnifícos cenários da floresta que envolvia o campus do INSEAD, começo a compreender melhor o movimento impressionista. A geografia local mostra-se decisiva e não posso imaginar outro país para Monet desenvolver toda a sua técnica. Os cenários naturais, as árvores, o campo, as folhas caídas pelo chão, o sol invernal, enfim tudo é motivo para inspiração.
Semana cheia e rica
Foi díficil encontrar tempo para respirar. Entre os cenários maravilhosos da França e as aulas do INSEAD, os dias correram rápidos e intensos. Além do curso, que sem dúvida abre a cabeça e traz visões diferenciadas o convívio com pessoas de todos os cantos do Brasil também contribui para o enriquecimento cultural da semana.

No INSEAD os professores começam com uma abordagem antiga, porém diferente nos dias de hoje. Ao contrário de proverem fórmulas e modelos que demonstrem a solução dos problemas administrativos e gerenciais do mundo global, provocam e estabelecem como objetivo as perguntas. Isso mesmo, perguntas diferentes, perguntas que você ainda não havia pensado, perguntas que te levarão a reflexão e que, em geral, não terão respostas certas ou erradas. Esse método de ensino é antigo e remonta Sócrates, aliás ainda antes dele os Judeus já diziam que o bom aluno é aquele que aprende a perguntar.

Num mundo global as empresas ainda devem focar nos seus talentos originais? Talentos que só desenvolveram por causa de suas origens geográficas e culturais? Ainda existe setor secundário ou o setor de serviços tomou conta da economia mundial? O Brasil tem a capacidade de ter uma empresa multinacional? Aonde somos mais competitivos que a China? A China serão os EUA amanhã? Enfim, estas e outras perguntas surgiram durante o curso e creio que permanecerão comigo por algum tempo.

Voltando ao rico convívio com empresários, executivos e políticos brasileiros que representavam os estados de Norte a Sul. Observá-los é refletir que o Brasil por si só é um rico reflexo de um mundo cheio de diferenças culturais, mas que preserva na essência este ser complexo que é o homem. Foi genial ver o debate entre o político nordestino e o empresário paulista, ou acompanhar as discordâncias sobre modelos de gestão entre o executivo gaúcho e o dirigente da capital federal. Quem ganhou? Todos que puderam participar e absorver um pouco de cada cultura.

Agora de volta ao batente em terras brasilis espero poder aplicar alguns conceitos que aprendi e estimular meus colegas a encontrar as perguntas certas e as perguntas que nunca fariam, afinal quanto mais aprendo, mais entendo a amplitude da minha ignorância.
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