Cherinho de Maçã
Semana que vem pouso em Nova York. Não vou lá desde a véspera do fatídico September Eleven. É, eu deixei a cidade no dia 10. Quando vi a cena pela TV e me lembrei de ter almoçado no último andar daquele prédio que, incrivelmente, não estava mais lá, fiquei em estado de choque. A que ponto chega o ser humano, a que ponto chega a bárbarie.

Veja bem, não sou daqueles que vê nesse o maior atentado do mundo. Acho que as guerras em curso no planeta hoje, por exemplo, são ainda mais chocantes e matam tantos inocentes quanto os atentados que atingem inocentes civis. Aliás, acho que boa parte dos jovens militares são tão inocentes quanto muitos civis.

Entretanto, o atentado ao vivo e a cores foi chocante por trazer ao mundo à realidade de nossos tempos. Já escrevi isso aqui e não quero me tornar repetitivo, mas quando será que vamos evoluir?
Educação no Século XXI – Por Um País Competitivo

Durante muito tempo estivemos preocupados em como planejar o conteúdo programático dos Ensinos de base e superior, para garantir aos jovens educandos informações atualizadas. Hoje sabemos que o importante é capacitar esses jovens para a sociedade do futuro. Se tivermos como premissa que as pessoas são o grande diferencial competitivo no novo cenário econômico mundial, e se acreditarmos que o investimento principal para ter pessoas diferenciadas é na Educação, entenderemos que o futuro e o grau de competitividade de nosso país está diretamente relacionado aos investimentos que fizermos na Educação.

 

O espiral de mudanças pelo qual passa a sociedade nos dias de hoje está cada vez mais acelerado. Acompanhar as novas tecnologias, as novas possibilidades, manter-se atualizado e conectado exige um esforço monumental e um tempo que, definitivamente, não estava previsto nas 24 horas diárias brindadas por Deus. Precisa-se, portanto, de um esforço conjunto entre Estado e iniciativa privada que garanta um ensino atual e de qualidade, com foco nas características e habilidades que serão demandadas e valorizadas de hoje aos próximos vinte anos.

 

Abro aqui um parêntesis para dizer que, mais do que nunca, deve-se injetar nessas novas gerações a idéia de educação continuada. Ou seja, a partir de hoje ninguém pode dar por concluída a fase de aprendizado. Certamente, não fazemos idéia de que tecnologia teremos que dominar daqui a vinte anos. Temos que preparar pessoas que se adaptem rápido, sejam desprovidas de paradigmas ou tenham muita facilidade para modificá-los e que filtrem e absorvam as informações precisa e rapidamente.

 

A busca por um modelo competitivo e por um País melhor passa, portanto, por responsabilidade social. Melhor, o que se requer é visão de futuro. Formando uma mão de obra qualificada e adequada ganham todos. A sociedade, porque as diferenças tendem a diminuir e, conseqüentemente, os distúrbios sociais, causados pelas enormes diferenças e desequilíbrios de hoje, devem ceder. Ganha o País, pois uma população mais bem preparada gera mais riquezas e torna o Estado mais forte. Finalmente, ganham as empresas que ajudam a formar um mercado mais saudável, dinâmico e rico com alto potencial de consumo. Enfim, cria-se um ciclo virtuoso que elevado ao infinito, faria da sociedade do futuro uma sociedade onde todos vamos ter vontade de viver.

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