Guerra dos Mundos
Parece que caminhamos para um choque inevitável entre os diferentes mundos que cohabitam o único mundo comprovadamente habitado. A situação é ruim, a sensação é de medo, de insegurança. Eu não vivi as guerras mundiais, entretanto eu contei desde a minha infância com relatos realísticos e muitas vezes dramáticos da minha mãe e do meu pai, que estavam no epicentro do caos antes, durante e depois.

A minha sensação sempre foi considerar um certo exagero da parte deles. Até mesmo depois de ler, ver documentários e filmes, ainda achava que devia haver um lado romântico em tudo isso. Não poderia ser possível que um período cinza tivesse durado tanto. Contudo os tempos de guerra atuais vem demonstrando que talvez eles tenham até me poupado dos relatos mais fortes. As cenas que vimos na televisão são chocantes e comparáveis ás da queda das torres e da guerra do Iraque. O pior é que o inimigo é fanático, ataca civis sem dó nem piedade. De certa forma nos culpa a todos pelo que considera falta de respeito religioso e opressão econômica. Leva a divergência de opiniões a extremos perigosos e incosequentes.

Quero registrar que qualquer fanatismo religioso, cultural ou político é nocivo. Ocorre que lutar com pessoas que estão, mais do que dispostas a morrer, convencidas que se morrerem levando milhares de inocentes, culpados de fazer parte do sistema, irão ao céu e receberão o Paraíso eterno em troca, é algo inusitado e apavorante. Não quero aqui pré-julgar, mas com base nas minhas experiências é insano pensar em sociedades como a da Coréia do Norte ou como as que existem em países islâmicos radicais como Irã, Arábia, entre outros. Talvez seja a minha ignorância que não me permita enxergar o porque de tudo isso, talvez seja uma certa inocência. Mas, mesmo interesses econômicos e a ganância de mandar no mundo não pode ser tão cega, a ponto de destruir o próprio mundo e de condenar milhões de inocentes ao regime do terror.

Rezo todos os dias para que as pessoas que lideram todos os mundos amem seus filhos, verdadeiramente. Talvez essa seja a última esperança de que algo vai mudar e de que esses tempos vão passar. Logo.
Sala de Bate Papo

A alma do Blog, venho descobrindo, é justamente formar em torno dos temas relatados comunidades de amigos e pessoas que se conhecendo fisica ou virtualmente, tornam-se amigas de botequim. Vocês sabem que nós cariocas herdamos dos portugueses que aqui chegaram, e no Rio se instalaram, a mania de tomar chopp, cafezinho e comer bolinhos, de pé, no botequim. A cidade conta com centenas destes fóruns a céu aberto, a maior parte localizada nas proximidades da esquina das ruas.

O Botequim é democrático, mas também tem suas regras. Existe é claro a comunidade que o frequenta e o Barney (pessoa nova na área) é identificado rapidamente. O período de adaptação é rápido, contanto que o novo membro atue como os patos. Explico: "Pato novo não dá mergulho fundo". Ali discute-se política e futebol. Aceitam-se membros de todos os sexos, cores e religiões. Os mais novos podem trazer banquinhos e sentar-se em frente ao boteco, na calçada. Os mais antigos podem guardar seus banquinhos com o Zé (Não confundir com o Zé da República PTista, esse que aqui menciono, é o nobre cearense, fiel escudeiro do seu Manoel, o portuga).

Meu pai, apesar de italiano, foi um grande botequeiro. Aliás, acho que isso fazia dele bem mais carioca que eu. Seu Bruno dominava o espaço no Bracarense e volta e meia, subia com alguém para continuar a conversa na nossa mesa de almoço. Eu quando queria uns trocados ou apenas encontrar meu velho já sabia onde ir. Lá o encontrei várias vezes fumando escondido, como se fosse uma adolescente maroto.

Grande Braca, Grande Babo!

Acho que hoje, pela falta de tempo, nosso botequim virtual são os Blogs. Mais reservados que as salas de bate-papo e com a vantagem que não precisamos marcar hora pra se encontrar. A hora que dá damos um pulinho aqui e acolá, lemos as mensagens, pensamos e de certa forma nos encontramos. Acho que de certa forma isso reflete bem o comentário que o meu amigo, leitor e companheiro de Blog, Marcos Souza Aranha, deixou no meu último post.

 

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