Quando meu pai me disse que os amigos de verdade a gente conseguia contar nos dedos de uma mão apenas, eu me revoltei. Não acreditei e, imediatamente, rebati contando de forma quase esnobe a quantidade de amigos que tinha e mostrando que nem ambas as mãos somadas aos meus pés teriam dedos suficientes para dar conta do meu portifólio de amigos.
Eu não tinha mais de 10 anos naquela ocasião e, hoje, mais de duas décadas depois, não conto com meu pai ao meu lado para falar que ele tinha razão. O lado engraçado é que conto com meu melhor amigo, meu filho, para desabafar. E, ironicamente como só a vida pode ser, ele me vem com a mesma resposta, na verdade a minha antiga resposta.
Hoje eu encontrei por acaso uma dessas avis raras, que além de amigo antigo é amigo verdadeiro. É incrível a facilidade que tenho para falar dos meus problemas e me abrir para esse amigo. Certamente é por isso que eu o considero um amigo de verdade e decerto que nem eu, há mais de vinte anos, nem meu filho agora saberíamos que, ás vezes você precisa estar só e ás vezes é ótimo encontrar um amigo quando se está só.
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