MUDEI DE ENDEREÇO
Amigos Leitores, Visitantes e Participantes deste blog. Eu mudei de endereço e queria convidá-los a me visitar em minha nova casa, onde tem um conto esperando por vocês. A nova casa fica no http://feiticodeaquila.blogspot.com . Só pra dar o gostinho e incentivá-los a ir até lá vou publicar aqui o ínicio de um conto que está na íntegra por lá.
J.M.Laranjeiras e o Caso das Pessoas sem Destino
Por Cosme Velho*
PRÓLOGO
Seu destino depende diretamente de suas escolhas. O livre arbítrio é o que garante a cada um dos seres humanos racionais um mínimo controle do destino. Mas o que é o destino? Se é apenas um ponto final, por que a pressa de chegar lá? E quanto as escolhas? Será que são feitas sempre pela própria pessoa? Não há controle algum, apenas a pressa de saber o final do filme, que nem sempre é tão simples quanto parece.
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Saiu de casa sem prestar muita atenção. A noite havia sido agitada, a culpa martelava sua cabeça e, por isso, não pôde dormir mais do que duas horas seguidas. Ao sair do elevador, dirigiu-se mecanicamente para a porta, sem perceber que era vigiado. Uma vez na rua, foi até o ponto de táxi, onde o Santana Amarelo de Barbosa reluzia solitário. Barbosa devia estar no Bracarense, barzinho tradicional do Leblon, que durante a semana era freqüentado pelos locais. Não teve tempo de decidir se esperava por ele ou ia chamá-lo. Ouviu dois estampidos fortes e reparou que sua camisa estava empapada de sangue. Perdeu a consciência antes de sentir o corpo gelar e morrer, ali mesmo, em cima da calçada.
1.
O delegado Romeu Martins da 14o. DP já conduzira investigações mais complicadas, mas a morte do Dr. Aquiles o perturbava. Afinal tratava-se de um médico legista respeitado na polícia. Havia participado da elucidação de inúmeros casos a partir do corpo das vítimas. Pelo que sabia era solteiro e morava sozinho no Leblon, onde sua principal atividade era freqüentar o Braca, nome do Bracarense para os íntimos. Não tinha inimigos conhecidos, aliás, não tinha grandes interesses fora o seu trabalho. Limitava-se ao choppinho e a conversa com os amigos de bar. De resto, era recluso, solitário e parecia feliz assim.